
O High Boy é uma ferramenta open source criada por brasileiros, projetada para hackers, makers e entusiastas de hardware. Descubra a história, as funcionalidades, o TentacleOS, a High Code e veja por que esse projeto já desponta como referência mundial em segurança, RF, IoT e experimentação aberta.
O Brasil no centro da inovação em cibersegurança e hardware hacking
Nunca escondi meu entusiasmo ao ver gente talentosa daqui criando soluções de classe mundial. A chegada do High Boy é uma daquelas histórias que me faz sentir orgulho de ser brasileiro! Participei dos dois financiamentos coletivos feitos por eles, inclusive, o mais recente, no Kickstarter que já arrecadou aproximadamente R$ 3 milhões (link da campanha). O High Boy e a equipe High Code mostram que dá para competir globalmente na era da eletrônica aberta e da cibersegurança portátil.
Com DNA 100% nacional, o High Boy nasceu para ser mais do que um gadget: é uma plataforma educacional, de pesquisa e de experimentação para quem quer aprender segurança, rádio frequência, redes, automação e IoT.
High Boy: o que é e quais as principais funções?
O High Boy é um dispositivo portátil e open-hardware voltado para hacking ético, testes de segurança, automação e aprendizagem. Mas o que mais me impressiona é a abertura, já que tudo, do hardware ao software, é documentado e divulgado para quem deseja contribuir ou modificar.

Ele nasceu baseado em ESP32-S3, trazendo poder de processamento, Wi-Fi e BLE nativos, mas durante a campanha no Kickstarter ele teve uma atualização (link da atualização) onde a equipe da High Code anunciou que ele terá 2 microcontroladores trabalhando em conjunto, sendo eles um ESP32-P4, que tem um poder de processamento muito maior que o ESP32-S3, e um ESP32-C5 (você pode ver mais sobre ele nesse post aqui), que consegue interagir com redes Wi-Fi de 2,4 GHz e 5 GHz.

Esta mudança não apenas elevou a performance, mas também garantiu uma plataforma mais estável e preparada para futuras atualizações. Mas é claro que o dispositivo conta com vários outros recursos, como NFC, RFID, Infravermelho, LoRa e o chip CC1101, permitindo análise e comunicações Sub-GHz (315/433/868/915 MHz). Ele também vem com um display colorido, botões físicos, GPIOs configuráveis para expansões e uma bateria de longa duração (segundo a imagem da campanha).
É claro que todos esses recursos fez com que a comunidade comparasse muito ele com o Flipper Zero, e sendo muito sincero, na minha visão o High Boy é um dispositivo bem mais completo, pois o Flipper Zero depende totalmente de outros módulos (baseados em ESP32) para Wi-Fi. E eu também prefiro o display colorido, pois eu acredito que abre um leque muito maior de possibilidade, além de facilitar muito a visualização de informações diferentes de forma intuitiva.
Além disso tudo, o High Boy também tem um valor bem mais acessível que outras soluções, custando aproximadamente R$ 620. Para nível de comparação, eu comprei o meu Flipper Zero por aproximadamente R$ 2100. É claro que ainda deve ter o imposto de importação quando o High Boy chegar ao Brasil, já que ele está sendo fabricado na China, mas o valor total ainda seria próximo a metade do valor do Flipper Zero.
High Code: Quem está por trás?
A High Code nasceu da iniciativa de quatro estudantes e entusiastas de tecnologia do Brasil. Eles criaram o High Boy para preencher lacunas deixadas por produtos importados, mas também para abrir caminhos em aprendizagem e prototipagem. Com comunidade engajada, Discord ativo e projetos secundários, viraram referência em hardware aberto em solo nacional.
Já no primeiro financiamento, a startup surpreendeu: entregou batches rapidamente, com transparência e firmware sempre em evolução.
TentacleOS: O cérebro open source do High Boy
No High Boy temos o TentacleOS, firmware open source centralizado no repositório oficial da High Code. Ele roda sobre o ESP-IDF, oferecendo suporte completo aos periféricos, drivers nativos, interface gráfica própria e integração fácil com modificações da comunidade.
- Atualizações frequentes, com contribuição de usuários via GitHub
- Pipeline para inclusão rápida de novas funcionalidades (protocolos, exploits, automações)
- Documentação aberta acessível e exemplos práticos
Com o que eles estão planejando para o TentacleOS será possível interagir com portas lógicas, decodificar sinais IR, ler badges NFC, escanear Wi-Fi e muito mais de uma maneira extremamente organizada e orquestrada. O céu será o limite para quem quer experimentar.
Aplicações práticas: de hacking ético a automação maker
- Pentest em ambiente IoT: sniffing de Wi-Fi/BLE, replay de sinais, análise de pacotes RF
- Automação caseira: controle inteligente de portões, sensores e atuação diversa via IR, GPIO ou rádio
- Ensino de segurança/eletrônica: laboratório portátil para aulas, feiras e hackathons
- Interação e hack de dispositivos comerciais: desde badges RFID até controles IR de TVs/carros
- Prototipagem: uso do High Boy como interface de testes para novos sistemas embarcados
O mais legal é ver uma comunidade vibrante, somando exemplos de código, scripts, automações, contribuindo bugs e funções novas em ritmo acelerado.
O diferencial: aberto, acessível e brasileiro
- Suporte em português, documentação ativa e rápida resposta
- Criadores presentes em eventos, lives e nos canais abertos ao público
- Emulação de diversos protocolos usados aqui – facilidade para integração local
- Comunidade ativa para evoluir hardware/software
Digo, sem exagero: para quem começou com Arduino, migrando para ESP32, o High Boy é a evolução natural para quem quer ir além da prototipagem básica e mergulhar em hacking, segurança, experimentação realmente aberta e cultura maker.
Onde acompanhar e contribuir?
Se você também ama esse universo e participou da campanha, compartilhe sua experiência! Vamos fortalecer a comunidade nacional. E se restou dúvida sobre usos avançados, integração e evolução do projeto, deixa nos comentários, eu estou acompanhando de perto, como usuário e entusiasta.


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